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Om Namah Shivaya

Ela só queria saber quando voltaria a sorrir. Quando voltaria a dar aquela gargalhada solta, espontânea. Sabe? Daquelas que a gente chora e a barriga dói. Olhava para si mesma e achava-se bela, mas calejada. Cansada. As olheiras indicavam que havia dias não dormia bem. Somente ela sabia o quanto lhe custava as noites em claro. As roupas largas denotavam que também não estava comendo como deveria. 
Naqueles dias olhava a vida sem muito interesse e daria qualquer coisa pra poder ficar em silêncio, debaixo das suas cobertas. Estava triste, é claro. A vida, uma vez mais, lhe pedia plasticidade e o rigor do luto tornava seu semblante austero. 

Mas aí ela parou pra respirar. Não foi simples. Foi, inclusive, muito doloroso. Lágrimas quentes rolavam encharcando-lhe o rosto enquanto inspirava e expirava. Sua mente incansável rendia-se à poderosa e única ferramenta que está sempre no Agora: a respiração. 

Era como um filme passando em sua mente: viu-se ainda menina, levando uma bronca de seu pai e…

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